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Catarata Congênita

Catarata congênita: cuidados pós-cirúrgicos

Após a notícia de que o filho precisa ser operado, as perguntas mais freqüentes feitas pelos pais no consultório são: Quanto tempo vai durar a cirurgia? Ele terá de ficar internado quantos dias? Quais os cuidados depois da cirurgia?

O esclarecimento de todas essas questões é fundamental para que os pais tenham a segurança de que o melhor está sendo feito por seu filho e, conseqüentemente, passem essa segurança à criança.

Tempo de cirurgia
A cirurgia de catarata em si, dura entre 20 e 30 minutos. Mas temos de levar em conta outros fatores que envolvem o procedimento. Só de preparação, contando os preparativos para anestesia, a anestesia, a arrumação do material cirúrgico e outros até o cirurgião iniciar a cirurgia leva, em média, uma hora. Após o término da cirurgia, o paciente passa pelo processo do acordar da anestesia, que leva, em média, 20 minutos.

Tempo de internação
Normalmente o paciente vai para casa no mesmo dia da cirurgia. Porém existe o tempo de recuperação e observação pós-anestésica, que dura em torno de duas horas, mas isso depende de cada caso.

Após a alta hospitalar, é necessário agendar o retorno para o dia seguinte para a revisão do pós-operatório imediato. Nesse dia observa-se o comportamento da criança e pergunta-se como foi o dia anterior (alimentação, humor e sono). Examina-se a criança e se não foi calculado o grau no pré-operatório, é possível calcular nesse momento. Também são reafirmadas todas as orientações quanto aos colírios e cuidados.

Cuidados pós-cirúrgicos
- Aplicar os colírios conforme os horários. Pingar os colírios separadamente com intervalo de 5 minutos entre um e outro.
- Colocar o protetor de acrílico durante o sono ou no primeiro dia se a criança for muito agitada e/ou tiver entre 1 e 3 anos de idade. Isso evita bater no olho recém operado.
- Em crianças com idade superior a 6 meses, a dieta deve ser leve e de fácil digestão no primeiro dia. Deve-se evitar alimentação que possa provocar vômitos ou mal-estar nas primeiras horas.
- Bebês que ainda são amamentados podem seguir a freqüência das mamadas, conforme fazia antes da cirurgia.

Reavaliações com o oftalmopediatra
- No primeiro dia pós-operatório deve-se retirar o curativo para iniciar os colírios de tratamento e o exame do olho.
- Na primeira semana deve-se observar a correção pós-operatória (refração), checar visita ao Setor Lentes de Contato (LC), a adaptação, ou não, da LC ou dos óculos, marcar o primeiro controle OP (Teller) e motilidade para avaliar a resposta visual após a correção. Nos casos de indicação cirúrgica bilateral, deve-se checar a data da cirurgia do outro olho.
- Dependendo de cada caso, todos os procedimentos acima devem se repetir de três em três meses.
- De seis em seis meses deve ser avaliada a pressão intra-ocular no hospital, sob anestesia geral. Os intervalos desses retornos podem variar conforme a resposta de cada caso.
- Marcar o quanto antes o início da Estimulação Visual Precoce.

Estimulação Visual Precoce
A Estimulação Visual é iniciada no pós-operatório imediato e se prolonga até a idade escolar ou além.

O oftalmopediatra orienta quanto à necessidade do acompanhamento do terapeuta especializado em Baixa Visão, para dar início a este tratamento. O oftalmopediatra também acompanhará os resultados desse tratamento de três em três meses e realizará as trocas de grau dos óculos ou lentes, conforme os resultados.

Os retornos e avaliações dentro dos prazos solicitados garantem a melhor recuperação visual possível, dentro dos limites de cada caso.

O que é necessário para realizar este tratamento
- Estar com a correção conforme o exame de refração pós-cirúrgica (lentes ou óculos).
- Ter realizado o OP (Teller), Motilidade e Avaliação da Função Visual.
- Se a catarata for monocular (só num dos olhos) o tampão pode ser iniciado imediatamente após a adaptação da lente de contato ou da cirurgia com implante. O terapeuta é crucial nesta adaptação, porque a criança não colabora com o “absurdo” (no entender dela) de fechar o olho bom com o tampão. O terapeuta inicia este processo evitando os traumas.
- Se a criança tem catarata bilateral o tampão é prescrito só após cuidadoso exame da motilidade e da acuidade visual pelo método de Teller . Isso porque, muitas vezes, a baixa visual é semelhante não se tratando de ambliopia, e a estimulação visual faz o papel da reabilitação visual. Pode ser diferente quando o tempo de espera entre a cirurgia do primeiro olho e o segundo é muito grande. Nesse caso é provável que o segundo olho estará amblíope em comparação com o primeiro operado. Mesmo assim, é importante conhecer a acuidade visual, desde que se tenha este recurso em mãos.
- Agenda livre de, no mínimo, uma vez por semana para fazer a estimulação visual. O tempo de terapia é de 40 minutos por sessão. No início seria interessante duas sessões por semana. Mas o tempo correto é avaliado após o exame de Função Visual.
- Ter conhecimento da possível causa da catarata. Pode-se iniciar a estimulação sem saber a causa da catarata, mas esse conhecimento ajuda a ter um prognóstico quanto à melhora possível com a terapia.
- Ter o resultado do mapeamento de retina.

Medicação após a cirurgia de catarata congênita e/ou infantil
- Colírio antibiótico, que deverá ser pingado na freqüência prescrita pelo oftalmologista. É Importante manter o horário para garantir um limiar de ação estável. Normalmente usa-se por 8 ou 10 dias.
- Antiinflamatórios: a escolha e o tempo de tratamento vão depender da causa.
- Dilatador da pupila: serve para evitar sinéquias (processo de reação inflamatória) que podem grudar a íris com os restos de cápsula e fechar a pupila.

Estes são os colírios básicos. O conhecimento da causa da catarata pode mudar a terapia pré e pós-cirúrgica. No nosso serviço costumamos dar medicação analgésica via oral por cinco dias.

Cuidados com o glaucoma pós-catarata infantil
A cada três ou seis meses é solicitado um exame, sob sedação, para medir a pressão intra-ocular, que é o melhor método para detectar um possível glaucoma. Além desse exame deve-se observar se há diminuição brusca do grau (o que aumenta a suspeita de glaucoma), a escavação do nervo óptico e o ultra-som.

Pode ocorrer descolamento da retina no pós-operatório?
Existe a possibilidade, mas é raro. Nos nossos serviços, em mais de 20 anos tivemos apenas um caso, de um paciente com Síndrome de Down. O risco existe, por isso todos os pacientes são examinados com mapeamento de retina sempre que examinam para refração, aproveitando a mesma dilatação pupilar.


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substituir a consulta ou tratamento oftalmológico
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